A CASA- PRIMI GIORNI
“Bentornate a casa!” Mi hanno accolto mia mamma e mia sorella, che erano venute dal Brasile per aiutarmi. Fortunatamente erano riuscite ad arrivare prima della nascita.
Tutte le neo mamme del mondo avrebbero bisogno di parenti così, che mollano tutto per pulirti la casa, fare da mangiare, stirare e fare le notti senza dormire perché la mamma si riposi. I bebè, fino a 3 mesi, vogliono solo la mamma, e la mamma dovrebbe occuparsi solamente del suo cucciolo, di allattarlo, coccolarlo e conoscerlo. Sottolineo questo perché in questo periodo la maggior parte dei parenti vorrà solo stare con il bebè e prenderlo in braccio mentre, invece, l'aiuto più prezioso che la neo mamma può ricevere è avere qualcuno che le fa da mangiare. Questo farà in modo che lei sia nutrita bene, così per poter nutrire il suo bebè con un buon latte. Chi nutre deve prima nutrirsi!
Sono arrivata a casa con 2 cose da risolvere: i punti e le ragadi. I punti mi hanno fatto male per ben 10 giorni, ma mi hanno dato fastidio per almeno tutto il mese. Per quanto riguarda le ragadi, i tempi non sono stati così “brevi” (tra virgolette, perché il tempo è relativo, quando si prova dolore).
In questi primi giorni mi è stato di estremo aiuto il gruppo SORSI DI VITA. Ho conosciuto alcune volontarie in una delle lezioni del corso pre-parto. Le ho chiamate e loro sono venute a casa mia, mi hanno insegnato a fare impacchi caldi con i pannolini per curare gli ingorghi mammari, mi hanno aiutato a capire com'è un buon attacco al seno e mi hanno indicato una pediatra che, al contrario di tanti medici, non mi avrebbe proposto di “curare” le ragadi smettendo di allattare. Sono andata da questa pediatra per 4 giorni di fila, nonostante pioggia e freddo, con la mia neonata in macchina.
Nel frattempo cercavo di allattarla come potevo, con l'aiuto del tiralatte, dandole il latte con il cucchiaino e addirittura con il conta-gocce, che alla fine si è rivelato controproducente (lei ha imparato a succhiare in modo sbagliato). A questo punto, era già una settimana che avevo febbre alta e alla fine sono tornata dalla pediatra con 1) paracapezzoli 2) ricetta per dare latte artificiale come aggiunta 3) ricetta con antibiotico per la mastite, regalino derivato dagli innumerevoli ingorghi. Ma questa non è stata una sconfitta. Avevo perso solo una battaglia, ma avrei vinto la guerra...ma 40 giorni dopo.
EM CASA – PRIMEIROS DIAS
“Bem-vinda em casa!” Me receberam minha mãe e minha Irma, que tinham vindo do Brasil para me ajudar. Por sorte elas conseguiram chegar antes do nascimento.
Todas as neomaes do mundo precisariam ter parentes assim, que largam tudo para limpar a sua casa, cozinhar, passar e passar as noites em branco para ajudar a mamãe a descansar. Os bebes, até os 3 meses, querem só a mãe, e esta deveria se ocupar somente do seu filhote, de amamentá-lo, dar muito carinho e conhecê-lo. Digo isso porque nesse período a maior parte dos parentes vai querer só estar com o bebe e carregá-lo, enquanto, ao contrario, a ajuda mais preciosa que a mamãe pode receber é ter alguém que faz comidinha para ela. Comendo bem, a mamãe poderá nutrir o seu bebe com um bom leite. Quem nutre deve, primeiro, se nutrir!
Cheguei em casa com duas coisas para resolver: os pontos e as rachaduras nos seios. Os pontos doeram muito por 10 dias, e me incomodaram pelo mês inteiro. Quanto às rachaduras, o período não foi assim tão “rápido” (entre aspas porque o tempo é relativo quando se trata de sentir dor)
Nesses primeiros dias o grupo SORSI DI VITA foi de extrema ajuda para mim. Conheci algumas voluntarias em uma das aulas do curso pré parto. Eu telefonei e elas vieram na minha casa, me ensinaram a fazer trouxinhas quentes com as fraldas para tratar das pedras nas mamas, me ajudaram com a posição da amamentação e me indicaram uma pediatra que, ao contrario de muitos médicos, não teria me proposto de curar as feridas nos seios suspendendo a amamentação. Fui nessa pediatra por 4 dias seguidos, mesmo com chuva e frio, com a minha recém-nascida no carro.
Nesse meio tempo eu tentava amamentá-la da melhor maneira possível, recorrendo ao tira-leite, dando o leite a ela com a colherzinha e ate mesmo com o conta-gotas, que no final se revelou uma ma idéia visto que ela aprendeu a sugar de uma maneira que não ajudava a amamentação. A essa altura havia já uma semana que eu tinha febre alta e no final eu voltei da pediatra com 1) protetor de mamilos 2) receita para dar leite artificial para completar o meu leite 3) receita com o antibiótico para a mastite, presentinho derivado das inúmeras pedras nos seios. Mas esta não foi uma derrota. Eu tinha perdido só uma batalha, mas eu teria vencido a guerra... mas 40 dias depois.
Sorelas servem para isso!
ResponderExcluirFoi um momento delicado, no inverno, lareira acesa, a gente tenso... e a bimba, perfeita...
E, no final, claro, deu tudo certo!
Beijocas
Te aguardo no meu ; )
Nem toda irma é assim...tenho sorte! : )
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